Até ao dia de hoje só li três livros de José Saramago… de um gostei muito (Memorial do Convento), de outro apreciei a imaginação (Jangada de Pedra) e de um outro (O Evangelho segundo Jesus Cristo) nem sei bem se o entendi. Mas isto não me impede de admirar este grande escritor da língua portuguesa, um homem com “H” grande, daqueles que “antes quebrar que torcer”, o primeiro português (e até agora único) Nobel da Literatura. E nesta hora da sua morte, como é hábito neste País, vai aparecer muita gente a “mandar bitaites”, uns a endeusarem-no e outros a crucificarem-no, apesar de muitas dessas pessoas nunca terem lido uma única linha dos 46 livros que publicou (16 romances e também poesia, teatro, contos, crónicas, viagens, memórias e diários), obras traduzidas em 42 línguas de 53 países, estimando-se num número próximo de 10 milhões os exemplares vendidos em todo o Mundo. Infelizmente é o Portugal que temos… ou será antes os portugueses que temos?...
Que o nome de José Saramago perdure para todo o sempre nas nossas memórias.




